Fumo e ruído dos veículos de duas e quatro rodas


  • Aqui estão os inteligentes estrangeiros:



    E os Nacionais:


    Eu diria que a maior parte dos carros que andam a emitir demasiado fumo anda a fazê-lo propositadamente.
    Alguém com pouco dinheiro não deve querer meter metade do gasóleo que lhe custou a pagar a sair pelo escape sem queimar. E também se for falta de dinheiro o motivo, só andarão no máximo um ano até à próxima IPO onde serão obrigados a reparar se quiserem continuar a circular.
    Não faltam por aqui nas ruas carros com tunning a emitir fumo preto, e se havia dinheiro para o tunning, havia dinheiro para reparar o motor. Inclusivamente eles pagam todos os anos para colocar o carro a emitir fumo, já que têm que mandar reprogramar para ir à IPO e depois voltar a meter o carro a emitir fumo.


    MVS, não estou a ver onde está tão grande impacto no fabrico de carros/motos novos se se tomar os devidos cuidados nas fábricas.
    O impacto global pode até ser o mesmo mas é muito diferente para a saúde pública emitir poluição concentrada longe dos centros populacionais do que emiti-lo nas ruas encaixado no meio dos edifícios onde fica concentrada nos locais por onde as pessoas circulam diariamente.

    Se existissem apenas VE's abastecidos por centrais a carvão sofreríamos menos que com veículos de combustão nas ruas. Inclusivamente numa central imóvel é possível aplicar sistemas de controlo de poluição que são inviáveis num veículo quer em termos de peso/volume quer em termos económicos.
    Posso ter comprado um carro eléctrico mas em poucos anos pouparei mais recursos que quem mandou restaurar uma Famel com a quantidade de electrodomésticos que evito que sejam descartados ao fazer reparações. Especialmente nos dias de hoje em que as pessoas se dirigem às lojas e a primeira coisa que ouvem é que mais vale comprar novo...
    RJSC
     
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  • Quando trabalhava na fabrica de caixas de velocidades para os CI, sentia que estava a cooperar com pessoas que só pensam em lucro, e que não têm nenhum respeito pelo próximo. Faziam-se aproximadamente 2400 caixas de velocidades a cada dia, e isto já tem vindo a ser feito há 30 anos, nesta mesma fabrica.

    Já percorri 400.000Km em apenas um dos carros que tive, era a Diesel e bem sei o quanto contribui para a degradação deste planeta.

    Hoje tento compensar em tudo o que posso, e fazer ver a mais pessoas que se pode ser muito mais feliz, vivendo em harmonia com o ambiente que nos rodeia.

    Estas sementes que brotaram em mim, foram semeadas por outras pessoas que já tinham esta consciência. Se eu aprendi a fazer o bem, também poderei ser exemplo para alguém, praticando o bem.

    Respeito muito quem se preocupa com os outros, e dessa forma estarei a respeitar-me a mim também.

    Passei por uma fase de reprogramação intelectual quando decidi desfazer-me de veículos a combustão, e passar a andar numa scooter eléctrica. Hoje em dia sinto-me muito melhor, sem o peso na consciência e com mais dinheiro na carteira (só não tenho mais, porque tenho investido tudo o que tenho nesta mobilidade que já me deu provas de ser sustentável, para dar a mesma oportunidade a outras pessoas)!
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    Jorge Rocha
     
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  • Não sei qual o nível de inglês geral no fórum mas está aqui um debate interessante sobre a minha geração (milleninals - nascidos entre finais dos anos 70 e 1990) e a sua atitude perante os carros


    Já num discurso do CEO da Nissan tinha notado a sua preocupação com o facto da geração que atualmente tem entre 20 e 35 anos cada vez se interessar menos por comprar um carro.
    RJSC
     
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  • Passa um pouco por aí... verificar se realmente nos é indispensável ter um carro por pessoa, ou se basta ter um por familia, apenas para as eventualidades (grande compras, sair em conjunto, fugir a um temporal, e pouco mais...).
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    Jorge Rocha
     
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  • ENVIEI O TEXTO ABAIXO PARA A ANSR (Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária)

    Exmos. Senhores.

    Sou condutor de Motociclo e encontro quase todo se não todos os dias na estrada três tipos de inconformidades em veículos:
    1 – Automóveis a emitir autenticas fumaradas de fumo negro.
    2 – Automóveis e veículos de duas rodas com ruído excessivo ou escapes alterados.
    3 – Automóveis com iluminação demasiado elevada ou com instalação por técnicos ou sistemas não autorizados.

    Em boa verdade quase diria que estamos hoje, pior do que há 25 anos.
    Em 1990 fui várias vezes controlado por agentes de transito para avaliação do nível de ruido. Na época, dispunham de ferramentas para análise de decibéis e (presumo eu) para análise de emissões CO2.

    Hoje não dispõem desses meios e por isso os prevaricadores andam descansados. Ou eu estou mal informado ou então a polícia não vê, não pode ver e não quer ver.

    Bem sei que a responsabilidade dessas vistorias, foram transferidas para os centros de inspecção automóvel.
    Mas perante o que se vê diariamente na estrada, é de admitir um elevado nível de corrupção nestes centros. Para não perder clientes (fecham os olhos) a inconformidades verdadeiramente alarmantes.
    Basta ver empresas privadas com dezenas de autocarros de passageiros. São verdadeiros crimes ambientais, mas como também são grandes utentes (clientes) dos centros, fica tudo bem.

    Levanto esta questão à ANSR porque é meu dever de cidadania.
    Luto muito pelo ambiente e o meu motociclo é eléctrico, quando o meu orçamento permitir adquiro um automóvel eléctrico.

    Peço desculpa se estou desactualizado quanto às acções que a ANSR terá já encetado com vista à solução destes casos, mas exactamente hoje, 8 DEZEMBRO FERIADO fiquei horrorizado:
    - Um VW PASSAT DIESEL deixou um rasto de 500 metros de fumo PRETO - Avenida Fernão de Magalhães (PORTO)
    - Uma Moto (alterada) com escape ensurdecedor deu quatro voltas no quarteirão Camões / Faria Guimarães (PORTO)

    RESPONDERAM ASSIM:

    Exmo(a). Sr(a).,

    Tomamos conhecimento, com apreço, das preocupações manifestadas por V. Exa. na mensagem de correio eletrónico que enviou para esta Autoridade acerca do assunto em referência.
    Contudo, as competências desta Autoridade nas matérias de poluição do ar e de ruído produzidos por veículos a motor, esgotam-se no processamento e prolação das decisões administrativas aplicativas das competentes sanções nos processos de contraordenações rodoviárias levantados pelas entidades fiscalizadoras do trânsito, respetivamente nos termos do artigo 169.º do Código da Estrada (CE), disponível em http://www.ansr.pt, dos n.ºs 1 e 3 do artigo 79.º do CE conjugados com as disposições do Decreto-Lei n.º 346/2007, de 17 de outubro, que aprovou o Regulamento Relativo às Medidas a Tomar Contra a Emissão de Gases e Partículas Poluentes Provenientes dos Motores de Ignição por Compressão e contra a Emissão de Gases Poluentes Provenientes dos Motores de Ignição Comandada Alimentados a Gás natural ou a Gás de Petróleo Liquefeito Utilizados em Veículos e dos n.ºs 2 e 6 do artigo 80º do CE conjugados com o artigo 22º do Decreto-Lei n.º 9/2007, de 17 de janeiro, que aprovou o Regulamento Geral do Ruído.
    Assim, caso V. Exa. queira, poderá denunciar as situações que descreveu, junto das entidades fiscalizadoras do trânsito, designadamente Guarda Nacional Republicana e Polícia de Segurança Pública, nos termos e para os efeitos contidos no n.º 5 do artigo 170.º do CE.

    Com os melhores cumprimentos,



    Núcleo de Fiscalização e Trânsito
    Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária
    Ministério da Administração Interna

    Parque de Ciências e Tecnologia de Oeiras
    Avenida de Casal de Cabanas,
    Urbanização de Cabanas Golf, n.º 1 - Tagus Park
    2734-507 Barcarena
    Linha Geral: 214 236 800

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    Segurança Rodoviária, Uma Responsabilidade de Todos
    afreitas
     
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  • Então parece que há legislação para os trilhar mas não há vontade...
    RJSC
     
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